ECONOMIA

Os colonizadores ao tomarem posse de sua propriedade, tiveram que se preocupar desde logo com a necessidade de produzir excedentes para serem vendidos, pois precisavam de  recursos para pagar as dívidas contraídas com a compra de terras.

Assim, surgiram em todas as localidades as “vendas”, onde ocorria a comercialização desses excedentes, em forma de troca de produtos da agropecuária por mantimentos e vestuário. Os agricultores levavam à “venda” ovos, galinhas, manteiga, banha e em troca traziam tecidos, sal, açúcar e outros produtos não existentes na propriedade.

Os valores da venda e da compra eram registrados em uma caderneta e o saldo ficava depositado, como uma espécie de banco, no comerciante, sendo disponibilizado pelo mesmo em espécie quando surgia a necessidade do produtor. Além de uma boa prosa, a “venda” também era um local ideal para tomar uma cachacinha e fazer um jogo de cartas.

Em cada localidade existia uma venda e os principais nomes associados a este tipo de estabelecimento comercial no atual município são antepassados das famílias, Arnt, Baumgardt, Markus, Bloemker, Closs, Driemeier, Dahmer, Schwambach, Redecker, Pott, Lindemann e Jasper.

Para beneficiar cereais, existiam entre os primeiros moradores diversos empreendedores que se dedicavam à moagem de grãos para a produção de farinhas de milho, trigo e centeio e para descascar arroz. Os produtores levavam os grãos ao moinho e recebiam em troca a farinha resultante ou os grãos descascados, sendo que o custo do serviço era pago com parte da produção. Os principais moinhos eram de propriedade de famílias como Schröer, Goldmeier, Follmer e Krabbe.

O abate de animais é outra atividade que inicia com a vinda dos imigrantes, que apreciavam carne e seus descendentes mantêm o costume pois dispensam jamais a presença na mesa de um bom assado ou de uma lingüiça defumada. Assim, além da fabricação caseira, surgiram, matadouros, açougues e fábricas de lingüiça. Uma dessas fábricas se transformou em abatedouro de suínos e de gado, em 1935. Posteriormente este abatedouro  foi incorporado pela Cooperativa de Languiru que o transformou em 1979 em um frigorífico de aves, de importância essencial para a economia atual do município.

Com a instalação de frigoríficos, os agricultores começaram a vender suínos, gado e mais recentemente também frangos. Antes da existência de frigoríficos, os suínos eram abatidos na propriedade, sendo extraída a banha comercializada nas vendas e a carne para consumo próprio.

A partir de 1930, com o declínio do comércio da banha, surge a alternativa da venda do leite que até então não era comercializado in natura, sendo submetido, na casa do agricultor, a um processo de extração da nata que, na maioria das vezes, era transformada em manteiga e comercializada na venda.

Aberta a possibilidade da comercialização do leite, surge uma nova profissão: o leiteiro. Inicialmente a coleta era feita no lombo de burros e cavalos e depois por carroças puxadas por bois, burros ou cavalos. Mais tarde, o recolhimento começou a ser feito por caminhões e atualmente o leite é recolhido por caminhões-tanque. Na Westfália existiram vários empreendimentos de laticínios que se dedicavam à produção de nata, manteiga e queijo. Como empreendedores, os sobrenomes das famílias Kappes, Lengler, Haas, Schwambach e Jasper estiveram ligadas na transformação do leite e nomes como Leidemer, Schröer, Ahlert, Mein, Feldmann, Dickel, Unnewehr e Horst eram leiteiros. A atividade leiteira representa hoje uma atividade importante no município, sendo que a maior parte da produção é comercializada nos grandes laticínios e parte para uma queijaria existente no município.

Com a necessidade de produção de ferramentas e como a grande maioria dos imigrantes possuía habilidades de artesão, surgiram as ferrarias, funilarias e as serrarias, que foram as principais expressões industriais surgidas entre os colonizadores.

Na ferraria eram produzidas as ferramentas, como as enxadas, as pás de arados, machados, foices, facões, serras, serrotes e correntes, utilizadas pelos agricultores nas lidas agrícolas e na derrubada de matas e nas funilarias eram produzidas calhas e chaminés para os fogões, entre outras coisas. A bigorna essencial para moldar os ferros representa o símbolo principal da ferraria. Os principais nomes associados a ferrarias e funilarias no município são Wulf, Dahmer, Zellmann, Follmer e Krabbe. As metalúrgicas existentes atualmente no município, de grande importância econômica para o município e com atuação a nível nacional, se originaram dessas ferrarias e funilarias.

Para produzir as madeiras utilizadas na construção de casas e instalações para animais, eram aproveitadas as toras resultantes da devastação da floresta.

Inicialmente, para confeccionar tábuas ou travessas usadas em construções, as toras eram serradas pelos próprios agricultores, com uma serra manual, operada por duas pessoas. Mais tarde surgiram as serrarias, à base da força gerada pelas turbinas, instaladas ao longo dos cursos de água. Com a chegada da energia elétrica, começaram a ser operadas através de motores elétricos. Com o desenvolvimento de trabalhos de madeiras surgiram as marcenarias e fábricas de móveis. Os principais nomes associados a serrarias, marcenarias e fábricas de móveis no município são Lange, Land, Wessel, Krabbe e Hollmann. Atualmente Westfália conta uma fábrica de móveis e também possui uma serraria industrial.

Da história do município fazem parte, também, diversas outras atividades pré-industriais como cervejarias, alambiques, fábricas de refrigerantes, curtumes e selarias. Famílias como Dahmer, Achter, Brune, Kilpp e Fiegenbaum estiveram envolvidas com essas atividades.

Atualmente, várias atividades artesanais ainda fazem parte do cotidiano de Westfália. No município existem várias pessoas que, juntamente com atividades agropecuárias, produzem vassouras, cestos e balaios, sapatos-de-pau, vinhos de forma artesanal, doces caseiros, mel, balas e produtos artesanais.

A base principal atual da economia de Westfália é a produção primária, em que se destacam a produção leiteira, a suinocultura, a avicultura de corte e a avicultura de postura, mas também a indústria representada pelo frigorífico de aves, pelas metalúrgicas, fábrica de móveis e serraria tem significativa importância.

Assim, um dos destaques do município de Westfália é a produção de carne, ovos, leite e derivados.

Novas alternativas de agronegócios também começam a despontar no município de Westfália. Entre estas, despontam como promissoras: a produção de cogumelos; a produção de leite de cabra; a fruticultura, especialmente a produção de uva (tanto de mesa quanto para a fabricação de vinho) e de figos; a produção de hortigranjeiros; e a implantação de lavouras de cana-de-açúcar para a produção de derivados, como cachaça e melado.

Como atividades complementares merecem o destaque o comércio de combustíveis, supermercados, comércio de materiais de construção, padarias, além de bancos, lojas de eletrodomésticos, lojas de vestuário, institutos de beleza, bares e restaurantes.