Educação, Cultura e Desporto

Secretário: Elisangela Schneider Wiethölter

O município de Westfália conta com quatro escolas municipais, sendo que uma localiza-se na sede e as demais no interior. As aulas acontecem somente durante o dia. O número de alunos cresce a cada ano, principalmente nas escolas do interior. Atualmente conta com 370 alunos. Tendo como base os dados do Censo 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, Westfália ocupa a segunda posição do ranking da região em alfabetização.

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Além do estudo, o Município oferece o transporte escolar gratuito para os estudantes de nível Fundamental e Médio. Para os cursos Profissionalizante, Técnico e Universitário foi instituída a bolsa transporte escolar, cujos valores têm sido significativos e crescentes a cada ano. Oferece gratuitamente merenda escolar para os estudantes nas escolas do nível Fundamental e subsidia a Escola de Educação Infantil Mônica.

Westfália também instalou o CEMATIA – Centro Municipal para Atendimento no Turno Inverso às Aulas.

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O Município oferece, além das disciplinas normais, atividades extra-classe, como oficinas de música e escolinha de futsal. As escolas contam também com modernos laboratórios de informática, nos quais os alunos aprendem desde cedo a familiarizar-se com as tecnologias. Também dispõe de um Telecentro, localizado no Bairro Centro.

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Para manter as atividades culturais no município são concedidos recursos financeiros para a manutenção de corais e grupos de dança, através da Associação Cultural Westfaliana, fundada, após a instalação do município, para congregar os munícipes em torno do desenvolvimento de atividades culturais.

Em termos da manutenção da arquitetura com estilo enxaimel, foi criada a lei de tombamento que busca restaurar futuramente os prédios existentes no município.

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Para representar a beleza do seu povo em eventos, a Secretaria promove um concurso em que participam todas as entidades culturais e esportivas do município, para a escolha de suas soberanas: uma rainha e duas princesas.

A atuais soberanas são Joana Brune, Rainha do Município, Bibiana Cristine Scheer, 1ª Princesa, eJenifer Kunzler Beckenbach, 2ª Princesa.

Anualmente são oferecidos Cursos de Formação Continuada aos professores municipais, visando a qualificação constante do quadro de professores, que também integram o Projeto A União Faz A Vida.

A Secretaria, para atender as atividades, conta com um secretário municipal de educação, uma coordenadora pedagógica, uma supervisora escolar, trinta e quatro professores, cinco diretores, uma nutricionista, nove serventes, dois dirigentes de equipes, três auxiliares de secretaria, uma auxiliar de biblioteca e um motorista.

A Secretaria também promove outros programas, com intuito de incentivar as crianças e jovens  a desenvolverem seus potenciais nas mais diversas áreas: Campeonato de Xadrez, Concurso de Oratória e participação em olimpíadas.

Cultura

Quando chegaram à região, a partir de 1869, os imigrantes alemães, em especial os oriundos da Westfália, trouxeram consigo costumes e tradições que os descendentes mantiveram ao longo dos anos, representando hoje parte da cultura westfaliana. Não menos importantes, também outras etnias se inserem nessa cultura, como a italiana, a africana e a portuguesa que traz como legado a língua oficial do país.

No entanto, a cultura westfaliana tem alguns diferenciais em que se destaca o tradicional sapato-de-pau, o dialeto Plattdüütsch e a arquitetura enxaimel.

Os imigrantes westfalianos, vindos de uma região próxima à Holanda com altitude próxima ao nível do mar e com áreas úmidas, estavam acostumados a utilizar um sapato feito integralmente de madeira, que os protegia do frio e da umidade. Estes costumes foram trazidos com a imigração. Como muitos tinham experiência como artesãos, logo apareceram pessoas que começaram a fabricar o sapato-de-pau, como é chamado hoje, continuando, assim o costume de seu uso na sua nova pátria. Como fabricantes do sapato-de-pau podem ser considerados sobrenomes como Brockmann, Wessel e Brune.

O dialeto Plattdüütsch é hoje ainda falado e entendido pela grande maioria da população, sendo, inclusive, em muitas famílias, a primeira língua a ser ensinada para os filhos e a principal a ser falada. Originário do norte da Alemanha e fazendo parte da língua saxônica, o dialeto é semelhante à língua holandesa e tem uma estreita relação com a língua inglesa, que é anglo-saxônica. No entanto, apesar de ser oriundo de uma região que integra atualmente a Alemanha, não guarda uma semelhança muito grande com a língua alemã.

Considerando que as pessoas que usavam o sapato-de-pau também falavam uma língua diferente que outros descendentes alemães, o dialeto tornou-se conhecido como sapato-de-pau. Mais recentemente, um grupo de descendentes começou a organizar encontros a cada dois anos, conhecidos como Encontros dos Sapato-de-Pau, buscando valorizar e preservar o dialeto entre os descendentes.

Em termos da arquitetura trazida pelos imigrantes, muitas das casas construídas em estilo enxaimel pelos primeiros moradores ainda hoje existem, fazendo parte do patrimônio arquitetônico do município. Muitos proprietários restauraram estas construções com recursos próprios, mantendo-as de forma original e utilizando-as como moradia.

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Além desses diferenciais, observa-se também o espírito associativo que os levou a fundar, nas diversas localidades, associações, surgindo assim a comunidade escolar, a comunidade religiosa e a sociedade do canto coral. Desta organização de moradores existem hoje escolas e igrejas nas diversas localidades que formam o município.

As escolas eram todas comunitárias e hoje são municipais em função da legislação do Ministério da Educação que obrigou os municípios a aplicar 25% das suas receitas em escolas municipais na educação das séries do nível fundamental, o que inviabilizou a manutenção de escolas comunitárias.

A primeira comunidade escolar a ser formada foi em 1872, na Linha Frank, com o nome de Julio de Castilhos, e a segunda foi organizada na Linha Schmidt em 1883, com o nome de Evangelische Schulgemeinde Pikade Schmidt. As demais comunidades, de Berlim e Paissandu, organizaram logo em seguida as suas comunidades escolares. A comunidade que se ocupava com a educação dos seus filhos também assumia a manutenção do cemitério. Desta forma, toda a comunidade se envolvia com a educação e não, somente, os pais dos alunos. Assim, nas localidades em que não existia ainda uma comunidade religiosa própria, havia um cemitério, como foram os casos da Linha Schmidt e de Paissandu.

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A comunidade religiosa mais antiga é a da Linha Frank, cuja igreja é uma das mais antigas da região, tendo mais de 100 anos. A comunidade recebeu a denominação de Zionsgemeinde e nos seus registros consta o batismo do ilustre ex-presidente do Brasil, general Ernesto Geisel. Em 1878, na atual localidade de Berlim, foi fundada a comunidade religiosa Olavo Bilac que também assumiu a responsabilidade da Escola Particular Olavo Bilac. No entanto, a comunidade somente construiu a sua própria igreja em 1962, sendo que até então frequentou cultos na igreja da Linha Frank. Na localidade de Paissandu foi organizada a comunidade escolar em 1893, iniciando com a construção de uma escola, em que eram também realizados cultos religiosos. A referida sociedade mudou o nome para Comunidade Escolar Silveira Martins no ano de 1939. Como a comunidade religiosa pertencia a Linha Frank, em 1986, com a fundação da Comunidade Evangélica Silveira Martins, construiu em 1990 a sua própria igreja. A comunidade Evangélica de Linha Schmidt somente foi organizada, a partir de 1983, com a fundação Comunidade Evangélica Bom Pastor. Até esta data, os moradores faziam parte da comunidade de Linha Frank e de Teutônia, cuja comunidade, de nome Paz, foi fundada em 1884.

Atualmente existem no município também igrejas de outras religiões, como a Católica e Assembléia de Deus.

Da vontade dos antepassados em preservar seus costumes, existe hoje no município o coral mais antigo do interior do Rio Grande do Sul, que é a Sociedade de Cantores Aliança de Linha Frank, fundada em 7 de maio de 1877 com o nome de Deutscher Sängerbund, cujos integrantes já se reuniam e cantavam a partir de 1870, conforme registros no Livro de Atas. Outro coral é a Sociedade de Cantores Recreio que, em 2004, completou o seu centenário. Além desses, existem a Sociedade de Cantores Aliança de Berlim, a Sociedade de Cantores Justiça de Linha Schmidt e a Sociedade de Cantores Silveira Martins. Para dirigir os corais, surgiram vários regentes, entre estes se encontram sobrenomes como, Beckmann, Behne, Böhmer, Dreyer, Dahmer, Magedanz, Krützmann, Osterkamp, Grave e Ahlert.

Mais recentemente, surgiu o Coro de Homens do Centro Comunitário de Lª Frank, e, com os encontros de famílias, surgiu o Coral da Associação Cultural da Família Ahlert.

As senhoras também se organizaram e dessa forma existem diversos grupos, entre estes, o Coro de Senhoras da OASE de Berlim, Coro de Senhoras de Linha Frank, Coro de Senhoras de Paissandu, Coro de Senhoras de Linha Schmidt e Coro de Senhoras Unidos Venceremos. As senhoras, além de se preocupar com o canto coral e a religião, também desenvolvem trabalhos de artesanato que são vendidos em feiras e encontros festivos.

Outro ícone da Cultura Westfaliana é a Orquestra Municipal fundada em 2003, que com seu repertório variado, leva a alegria e a boa música instrumental não somente para seus munícipes, mas também para outros municípios do Estado.

Mas, os descendentes não preservaram somente os costumes da cultura e do trabalho. Assim, após cada jornada, costumam apreciar o lazer, cultivando a dança, a música e esportes. Esses são momentos de alegria e prazer, e uma das principais festas é representada pelo tradicional Kerb, em que é comemorado o aniversário da inauguração da Igreja. A festa acontece tanto na casa das famílias com uma vasta gastronomia que nos primórdios tinham a duração de três dias, quanto em salões com os tradicionais bailes. Assim, desde a colonização houve a preocupação de moradores, em cada localidade, construir um salão de baile. No início estes salões eram explorados por particulares, não sendo comunitários, sendo que mais tarde foram transformados em sociedades culturais e esportivas. Entre antigos detentores de salões figuram nomes como Markus, Dahmer, Schröer, Hamester, Redecker e Lindemann.

Com a existência dos bailes, em cada localidade surgiram interessados em música nas mais diferentes famílias. Em muitos, os mesmos se uniam formando uma orquestra, chamada na época de Jazz. Outros se apresentavam de forma independente, animando fandangos, que eram realizados principalmente em residências particulares. Nesse contexto, foram importantes o Jazz Brasil, o Jazz Não Nega, a Banda Maringá e Henrique Uebel, o homem orquestra que tocava sete instrumentos ao mesmo tempo.

Para preservar estes costumes, surgiu em julho de 1995, o grupo de danças Westfälische Tanzgruppe. Com a finalidade de propiciar entre os jovens o cultivo e preservação da cultura westfaliana, o grupo permite, ao mesmo tempo, aos seus integrantes, se divertirem e divulgarem os costumes e tradições. Ao longo de sua existência, o grupo já esteve na Alemanha, onde participou de um encontro internacional do folclore. Atualmente, é uma atração especial em todos os locais por onde se apresenta com a sua indumentária e com o seu típico calçado de madeira, o sapato-de-pau.

Criado em 1996, o Grupo de Danças da 3ª Idade Vergissmeinicht também tem por objetivo o resgate e manutenção da cultura legada dos antepassados.

Desporto

O município de Westfália tem um papel destacado no cenário estadual e regional na área do desporto em geral. Com um apoio muito grande do poder municipal, desenvolve- se no município várias atividades no âmbito esportivo.

Na Westfália, o futebol é tradição desde meados dos anos 40, com a criação do Flamengo Futebol Clube. Com a característica competitiva dos westfalianos, surgiu no ano seguinte a Associação Cultural Esportiva Fluminense. Os dois clubes, ao se defrontarem, transformam a partida no principal clássico, conhecido como Fla-Flu.
Nas demais localidades também o futebol é apreciado por todos. Assim, existem várias outras equipes, como o Esporte Clube Juventude, Clube Esportivo Esperança, ambos de Berlim, o Esporte Clube Palmeiras de Paissandu e o Esporte Clube Guarani de Silveira Martins.

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Recentemente o futebol deixou de ser um esporte exclusivamente do sexo masculino. As entidades esportivas criaram as suas equipes de futebol feminino, sendo algumas, inclusive, de destaque na região.

O esporte é uma ferramenta de inclusão social muito poderosa, e em nosso município não é diferente. A Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Turismo e Desporto, mantém em atividade uma Escolinha Municipal de Futsal, onde participam cerca de 100 alunos (meninos e meninas) de todo o Município sem o pagamento de mensalidade, contando com professores qualificados que ministram as aulas e também com transporte gratuito dos alunos do interior até o local de treinamento e jogos. A escolinha participa de competições regionais e partidas amistosas em municípios vizinhos, oferecendo aos alunos a oportunidade de conhecer essas localidades e trocar experiências com crianças de outras realidades.

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Todos os anos é realizado no primeiro semestre, o Campeonato Municipal de Futebol de Campo que é realizado pela Prefeitura Municipal e coordenado pela SMEC e Associação Cultural Westfaliana, uma campeonato de baixo custo que praticamente todo custeado pelo município, que está garantindo a revitalização de nossos clubes amadores e a manutenção de jovens atletas na comunidade local.

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E não é só de futebol que vive nossa comunidade, todo o ano em nosso Município ocorre a Rústica da Independência, competição que reúne atletas de toda região para a prática de uma atividade física saudável e de rendimento, a cada edição que acontece cresce o numero de participantes, o que tornou a competição muito importante no cenário regional.

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